Inflação de outubro: tomate lidera alta de alimentos
Inflação de outubro registra avanço de 0,32% na prévia do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), divulgada nesta sexta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento considerou preços coletados de 16 de setembro a 14 de outubro de 2026 e mostra a pressão do grupo Alimentação e Bebidas, responsável por 0,19 ponto percentual do índice.
Alimentação em casa é a maior vilã
Dentro do grupo, a alimentação preparada no domicílio acelerou 1,01%, depois de ter subido 0,38% no mês anterior. Tomate (24,54%), cebola (13,63%), batata-inglesa (10,96%) e arroz (5,80%) foram os principais itens que impulsionaram o resultado.
Top 10 produtos que mais encareceram
Abobrinha (+38,29%)
Tomate (+24,54%)
Limão (+17,36%)
Cebola (+13,63%)
Pepino (+12,78%)
Batata-inglesa (+10,96%)
Brócolis (+10,13%)
Morango (+8,96%)
Goiaba (+8,14%)
Couve-flor (+7,94%)
O que ficou mais barato
Por outro lado, a pesquisa aponta recuos expressivos em hortaliças e frutas. Cenoura (-10,67%), manga (-13,48%) e melancia (-7,36%) lideram as quedas. Entre as carnes, a capa de filé recuou 3,36%, ajudando a reduzir parte da pressão sobre o orçamento doméstico.
Refeições fora de casa também pesam
O custo de se alimentar fora do lar subiu de 0,44% em setembro para 0,56% em outubro, puxado por aumentos de 0,61% nas refeições completas e de 0,66% nos lanches rápidos.
De acordo com o IBGE, a alta no preço de produtos in natura decorre de fatores sazonais e climáticos que afetaram a oferta no período analisado.

Imagem: Internet
Apesar do avanço moderado do índice geral, consumidores precisam estar atentos às variações dentro da cesta de alimentos, que pode alterar significativamente o orçamento mensal.
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