Falha no PHP faz Anatel e tribunais suspenderem sistemas
Falha no PHP levou a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e vários tribunais federais a interromper, de forma preventiva, o acesso externo ao Sistema Eletrônico de Informações (SEI) e a outros serviços on-line. A decisão foi tomada após a descoberta de duas vulnerabilidades críticas na popular linguagem de programação, capaz de permitir que invasores assumam o controle total de servidores, sem login ou senha.
Alerta oficial e impacto nos órgãos públicos
O Centro Integrado de Segurança Cibernética do Governo Digital (CISC) publicou alerta na quarta-feira (21) recomendando que todos os órgãos atualizem imediatamente o PHP. O TRF1, TRF4 e TRF6 confirmaram a suspensão do SEI, destacando que a medida visa “resguardar a integridade das informações”. O TRF6 conseguiu restabelecer o sistema nesta quinta-feira (22), enquanto os demais ainda não têm previsão de retorno.
Vulnerabilidade descoberta por inteligência artificial
As falhas foram identificadas de forma independente pela Calif e pela OpenAI em agosto, com apoio de modelos avançados de IA. Posteriormente, a empresa Wiz revelou métodos adicionais de exploração e classificou o achado como “um dos mais graves da história do software”. Pesquisas apontam que cerca de 70% dos sites em todo o mundo utilizam PHP, o que amplia o potencial de um “efeito dominó” com vazamento de dados e interrupção de serviços.
Repercussão internacional
Fora do Brasil, a Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA) recomendou que organizações corrijam ou desliguem servidores vulneráveis. Na França, a Agência Nacional de Cibersegurança ordenou que sites de administrações locais, incluindo o da Prefeitura de Polícia de Paris, fossem retirados do ar até a aplicação do patch de segurança.
Atualização já disponível
O time oficial do PHP liberou uma versão corrigida, disponível para download no site do projeto. Especialistas enfatizam que a aplicação imediata do patch é a melhor defesa contra possíveis ataques, sobretudo em serviços críticos como Moodle, Magento e WordPress.

Imagem: IA que tirou sites do ar
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Crédito da imagem: João Victor Teixeira/G1RS
