quarta-feira, outubro 21, 2026
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Marcas chinesas de tecnologia lideram mercado global

Marcas chinesas de tecnologia lideram mercado global

Marcas chinesas de tecnologia avançam rapidamente sobre segmentos antes dominados por empresas ocidentais, como câmeras de ação, TVs inteligentes e carros elétricos. A ofensiva começou por volta de 2010 e hoje fabricantes como DJI, Insta360, BYD e Xpeng já detêm participações superiores a 60% em diversas categorias de consumo.

Concorrência doméstica acelera inovação

Analistas apontam que a disputa intensa em polos como Shenzhen, Hangzhou e Xangai estimula ciclos de desenvolvimento mais curtos. Segundo Chris Pereira, empreendedor com duas décadas de experiência na China, a combinação de cadeias de suprimentos integradas, automação avançada e mão de obra competitiva reduz custos e permite que novos produtos cheguem às prateleiras em tempo recorde.

Casos emblemáticos de virada no mercado

A americana GoPro, que em 2015 controlava 70% do mercado de câmeras de ação, viu-se superada depois que DJI e Insta360 lançaram modelos em 2019 e 2021. Hoje, as rivais chinesas concentram mais de 90% das vendas globais nessas câmeras portáteis. No setor automotivo, montadoras chinesas responderam por quase dois terços dos veículos elétricos vendidos em 2023, superando a Tesla.

Desafios de segurança e confiança

Apesar do desempenho comercial, a aceitação plena esbarra em questões de privacidade. Pesquisa recente indica que 90% dos europeus relutam em compartilhar dados com empresas chinesas, ainda que 80% expressem a mesma desconfiança em relação a gigantes americanas. A necessidade de conquistar credibilidade impõe o chamado “prêmio de confiança”: produtos precisam ser ainda mais competitivos em qualidade e preço para convencer o consumidor.

Pressão regulatória e tarifas

Estados Unidos e União Europeia avaliam ou já aplicam tarifas e restrições a importações chinesas, estratégia que pode acelerar a migração de parte da produção para outros países. Fabricantes como BYD planejam fábricas locais — a primeira unidade europeia da montadora, na Hungria, deve iniciar operações no fim deste ano — a fim de driblar barreiras e estreitar laços com o público estrangeiro. Detalhes sobre esse movimento foram destacados em reportagem da Reuters.

Para especialistas, companhias ocidentais que desejam manter relevância precisam explorar nichos regionais ou firmar parcerias com fornecedores asiáticos, enquanto reguladores europeus são pressionados a responder com mais agilidade às inovações que chegam do outro lado do planeta.

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Crédito da imagem: Benjamin Bathke/DW

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