sábado, setembro 19, 2026
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Propina do Banco Master: BC apura R$ 12 mi a servidores

Propina do Banco Master: BC apura R$ 12 mi a servidores

Propina do Banco Master: BC apura R$ 12 mi a servidores

Propina do Banco Master é o eixo de uma sindicância do Banco Central (BC) que encontrou indícios de pagamento de R$ 12 milhões a dois servidores da autarquia. De acordo com o relatório interno, Paulo Sérgio Neves de Souza teria recebido R$ 8 milhões, inclusive enquanto ocupava o cargo de diretor de fiscalização, e Belline Santana outros R$ 4 milhões, quando era chefe de supervisão bancária.

Negócios simulados para ocultar valores

Os investigadores internos concluíram que os repasses foram mascarados por contratos simulados com empresas ligadas ao empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. No caso de Paulo Sérgio, a sindicância aponta a venda de um sítio em Minas Gerais para a Pipe Participações, de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, como artifício para justificar o acréscimo patrimonial. O documento do BC ressalta “fortes indícios” de que o negócio foi mero disfarce para transferir propina.

Já Belline Santana declarou ter prestado consultoria à Varajo, empresa de Leonardo Palhares, também ligado a Vorcaro. O servidor alegou que produziu projeto de educação financeira para jovens da periferia e, posteriormente, abriu a Inspiração Projetos Educacionais para receber os pagamentos. Os relatórios apresentados, porém, foram considerados frágeis diante do montante de R$ 4 milhões, levando a Comissão a classificar os contratos como “mera simulação”.

Investigação abre caminho para sanções

A apuração interna começou após colegas apontarem padrão de vida incompatível com os salários dos servidores, reforçado por uma denúncia anônima. Desde janeiro, ambos estão afastados de suas funções e sem acesso aos sistemas do BC. Em março, a Controladoria-Geral da União (CGU) instaurou processo administrativo que pode resultar na demissão dos envolvidos. As conclusões também foram encaminhadas à Polícia Federal, responsável pela esfera criminal.

Procurados, Paulo Sérgio e Belline negaram qualquer irregularidade e afirmaram, por meio de nota, que suas relações com o Banco Master foram institucionais, sem interferência em atividades de fiscalização.

Propina do Banco Master: BC apura R$ 12 mi a servidores - Imagem do artigo original

Imagem: assessoria a Daniel Vorcaro

Mais detalhes sobre a atuação da autoridade monetária podem ser consultados no site oficial do Banco Central, que reúne notas e comunicados sobre processos disciplinares.

Para acompanhar outras notícias que impactam o seu bolso, visite nossa seção de Finanças e continue bem informado.

Crédito da imagem: Divulgação

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