sábado, outubro 10, 2026
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Häagen-Dazs deixa o Brasil: entenda 4 razões da saída

Häagen-Dazs deixa o Brasil: entenda 4 razões da saída

Häagen-Dazs encerra sua distribuição no Brasil depois de quase três décadas, confirmando a retirada anunciada pela controladora General Mills.

Reestruturação global prioriza marcas de maior escala

A General Mills comunicou que a saída faz parte de um plano mundial de revisão de portfólio, divulgado em março de 2026. A companhia tem concentrado esforços em marcas com forte performance nos Estados Unidos, como Betty Crocker e Cheerios, reduzindo a atenção a categorias que exigem logística mais onerosa, como a de sorvetes premium.

Mudança no consumo: menos volume, ticket mais alto

Especialistas apontam que o brasileiro passou a comprar sorvetes em menor quantidade, mas optando por produtos de maior valor agregado. Esse movimento foi impulsionado por tendências de saúde, inclusive o uso crescente de canetas emagrecedoras, presentes em até 30% dos lares, segundo a NielsenIQ.

Fim das lojas próprias afastou a marca do público

O fechamento, em 2018, das oito lojas Häagen-Dazs em capitais como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília eliminou pontos de contato diretos com o consumidor. Para analistas de branding, ausência de flagships reduz a percepção de desejo em uma categoria que não compete por preço.

Falta de inovação em mercado cada vez mais concorrido

Desde 2021, a marca permaneceu com apenas 2% do mercado, ocupando a quinta posição, enquanto o setor saltou de R$ 14,7 bilhões para R$ 20,3 bilhões anuais, de acordo com a Euromonitor. Rivais como Bacio di Latte, Borelli e La Basque ampliaram presença com novas lojas e receitas, incluindo linhas com proteína, preenchendo o espaço deixado pela pioneira do segmento premium.

Participação pulverizada favorece concorrentes regionais

No país, 62% das vendas de sorvetes estão com marcas que detêm menos de 1% cada, o que dificulta a operação de uma importadora dependente de cadeia congelada. A líder é a The Magnum Ice Cream, com 24%, seguida por Nestlé (7%), Jundiá (3%) e Creme Mel (2%).

Com a decisão, distribuidores já retiram os últimos potes das prateleiras, enquanto redes de supermercado substituem o espaço por novas grifes artesanais. Para entender outros movimentos de mercado que impactam o bolso do consumidor, confira também nossa editoria de Finanças e continue informado.

Crédito da imagem: Reprodução/Instagram

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