sábado, outubro 10, 2026
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Recuperação judicial da Casas Bahia envolve 10 empresas

Recuperação judicial da Casas Bahia envolve 10 empresas

Recuperação judicial é a estratégia adotada pelo Grupo Casas Bahia para reorganizar suas finanças e evitar a falência. O pedido foi protocolado no Foro Central Cível de São Paulo na noite de domingo (6) e abrange outras nove companhias ligadas ao conglomerado varejista.

Objetivo é preservar operações e empregos

Segundo comunicado ao mercado, o conselho de administração aprovou a medida para permitir a renegociação de dívidas num cenário de juros altos, crédito restrito e consumo em queda. A legislação brasileira garante que, sob supervisão da Justiça, a empresa continue funcionando enquanto negocia com credores. A Casas Bahia assegurou que lojas físicas, e-commerce e canais de marketplace seguirão abertos ao público.

Empresas incluídas no processo

Integram o pedido de tutela judicial:

  • ASAP Log Logística e Soluções Ltda.
  • ASAP Log Ltda.
  • CNT Soluções em Negócios Digitais e Logística Ltda.
  • Cntlog Express Logística e Transporte Ltda.
  • Globex Administração e Serviços Ltda.
  • Cnova Comércio Eletrônico S.A.
  • Integra Soluções para Varejo Digital Ltda.
  • Casas Bahia Tecnologia Ltda.
  • Indústria de Móveis Bartira Ltda.

Mudanças na liderança acompanham reestruturação

No mesmo dia, o vice-presidente Jurídico e Tributário, Fábio Spina, deixou o cargo, mas continuará como consultor durante o processo. Sírley Lima, executiva com mais de duas décadas de experiência em empresas como Heineken e Souza Cruz, assume as áreas Jurídica, Tributária, Compliance e Controles Internos.

O grupo também anunciou saídas no conselho de administração: Jackson Schneider e Rogério Calderón. Claudia Quintella Woods passa a compor o Comitê de Auditoria, enquanto André Luiz Helmeister ingressa no Comitê de Finanças.

Prejuízo bilionário reforça urgência

A divulgação de um prejuízo superior a R$ 10 bilhões no segundo trimestre, reflexo do fechamento de 298 lojas, acelerou a busca por proteção judicial. A companhia destacou que, apesar de negociações para captar recursos, não houve consenso com investidores, tornando a recuperação a via mais viável.

Mais detalhes sobre o instituto da recuperação judicial podem ser consultados no Tribunal de Justiça de São Paulo, autoridade responsável pelo acompanhamento do processo.

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Crédito da imagem: Sarah Brito/g1

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