Dólar em queda com varejo nos EUA e tarifas no Brasil
Dólar em queda com varejo nos EUA e tarifas no Brasil
Dólar em queda marcou o início do pregão desta sexta-feira (14), cedendo 0,25% às 9h15 e sendo negociado a R$ 5,1793. O movimento reflete a expectativa em torno dos dados de vendas no varejo dos Estados Unidos e o debate sobre medidas de reciprocidade que o Brasil pode adotar contra tarifas impostas por Washington.
Cenário interno: reciprocidade comercial e emprego
Em Brasília, o governo abriu consulta para aplicar tarifas equivalentes às que atingiram produtos brasileiros nos EUA. Caso avance, a medida tende a elevar a percepção de risco e pressionar o câmbio nos próximos meses. Ainda na agenda doméstica, a Pnad Contínua Trimestral do IBGE mostrou queda na taxa de desemprego em 13 estados no segundo trimestre, com a desocupação nacional recuando para 5,4%.
Indicadores externos: varejo e tensão no Oriente Médio
Nos Estados Unidos, analistas aguardam alta de 0,1% nas vendas do varejo em julho, indicador que pode reforçar apostas sobre a próxima decisão do Federal Reserve. A leitura preliminar da confiança do consumidor da Universidade de Michigan também está no radar. Já no Oriente Médio, novas ameaças do secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, de impor “isolamento econômico como o mundo nunca viu” ao Irã elevaram os preços do petróleo: às 9h30, o Brent subia 0,54%, a US$ 87,54, enquanto o WTI avançava 0,96%, a US$ 82,03.
Desempenho acumulado
No câmbio, o dólar acumula alta de 1,88% na semana e 2,16% no mês, mas ainda cai 5,64% em 2024. O Ibovespa, que inicia negócios às 10h, carrega perdas de 3,06% na semana e 6,05% em agosto, mantendo ganho anual de 3,79%.
Para mais detalhes sobre a movimentação global, confira a cobertura da agência Reuters, referência internacional em informações de mercado.

Imagem: Internet
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Crédito da imagem: Luisa Gonzalez/Reuters
