Trump processado por vender acesso antecipado no Truth Social
Trump processado por duas organizações de mídia que pedem à Justiça de Nova York o bloqueio do plano da Trump Media & Technology Group de comercializar acesso antecipado às publicações do ex-presidente na rede Truth Social. A ação, protocolada nesta quarta-feira (12), foi aberta pelo The Intercept e pela Freedom of the Press Foundation, que qualificam a proposta como “extraordinária, corrupta e inconstitucional”.
O que diz o processo
Na petição, as entidades afirmam que vender milissegundos de vantagem a investidores configura ameaça à liberdade de imprensa e cria desequilíbrio no mercado de informações sensíveis. Segundo o documento, o esquema “privatiza” o acesso a conteúdos potencialmente capazes de movimentar ações e moedas.
Detalhes do Truth API
Divulgado em maio, o serviço batizado de Truth API tem preços que variam de US$ 60 mil (cerca de R$ 311 mil) a US$ 100 mil (aproximadamente R$ 518 mil) por mês. Quem pagar recebe os posts de Donald Trump — usuário mais influente da plataforma e maior acionista da empresa — frações de segundo antes de eles se tornarem públicos. A Bloomberg, veículo de referência em finanças, estimou que essa “antecipação” pode valer milhões para operadores do mercado (Bloomberg).
Interesses financeiros
A participação de Trump na Trump Media está avaliada em torno de US$ 1 bilhão (R$ 5,18 bilhões) e encontra-se em um fundo controlado por seu filho Donald Trump Jr. Críticos do Partido Democrata e até defensores do livre mercado em Wall Street manifestaram desconforto com a estratégia, temendo manipulação de preços de ativos.
Próximos passos
A Corte de Nova York deverá analisar o pedido de tutela que visa suspender a oferta do Truth API enquanto o mérito do processo é julgado. A Trump Media não comentou oficialmente o caso até o fechamento desta reportagem.

Imagem: Internet
Para acompanhar outras análises sobre o impacto de grandes empresas no mercado, acesse a editoria de Finanças e continue bem-informado.
Crédito da imagem: Kylie Cooper/Reuters
