Recuperação judicial no agronegócio cresce 21,9% no 1º tri
Recuperação judicial agronegócio registra forte salto: 474 pedidos foram protocolados entre janeiro e março de 2026, um avanço de 21,9% em relação ao mesmo período de 2025, aponta levantamento da Serasa Experian.
Cenário de crédito apertado pressiona o campo
O aperto no crédito, aliado ao encarecimento dos insumos e ao alto nível de endividamento, continua comprometendo o fluxo de caixa dos produtores. Segundo Marcelo Pimenta, head de agronegócio da Serasa, a evolução do quadro dependerá da capacidade de geração de receita, das margens e das condições de renegociação das dívidas. “Renegociar deve ser prioridade; recorrer à recuperação judicial precisa ser o último passo”, reforçou.
Pessoa jurídica puxa o aumento dos pedidos
Os produtores rurais que operam como pessoa jurídica foram os que mais sentiram o impacto: 196 solicitações, alta anual de 73,5%. Já o segmento de pessoa física totalizou 182 pedidos, queda de 6,7% sobre 2025. Dentro desse grupo, foram 60 pedidos de arrendatários, 44 de pequenos proprietários, 41 de grandes e 37 de médios.
Mato Grosso lidera o ranking estadual
Principal celeiro agrícola do país, Mato Grosso concentrou 135 requerimentos. Goiás (73), Paraná (50) e Mato Grosso do Sul (38) vieram na sequência. Entre as atividades, o cultivo de soja respondeu por 137 pedidos, seguido pela criação de bovinos, com 42 registros.
Números trimestrais indicam tendência de alta
Embora fique abaixo do pico de 628 pedidos verificado no terceiro trimestre de 2025, o total do início de 2026 supera os 408 registros do último trimestre do ano passado. O indicador considera produtores pessoa física, pessoa jurídica e empresas da cadeia do agronegócio.

Imagem: Internet
Para acompanhar outras análises sobre crédito, confira nossos conteúdos em Finanças e mantenha-se informado sobre as tendências que impactam o setor.
Crédito da imagem: Foto de setengah lima sore
