sábado, outubro 10, 2026
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Exportações para os EUA caem 12,2% e atingem menor nível

Exportações para os EUA caem 12,2% e atingem menor nível

Exportações para os EUA recuaram 12,2% entre janeiro e julho de 2026, somando US$ 21 bilhões, segundo o Monitor do Comércio Brasil-Estados Unidos da Amcham Brasil. Trata-se do menor resultado para o período em três anos e significa US$ 2,9 bilhões a menos em vendas na comparação anual.

Sobretaxas ampliam retração

O recuo foi mais intenso nos produtos sujeitos às maiores sobretaxas impostas por Washington, hoje entre 25% e 37,5%. Nessas mercadorias, as vendas despencaram 31,5%, de US$ 4,6 bilhões para US$ 3,2 bilhões. Entre os itens mais afetados estão sebo bovino, madeira compensada, portas, fumo, granito e sucos de frutas.

Em julho, as exportações totalizaram US$ 3,6 bilhões, queda de 5% ante o mesmo mês de 2025, interrompendo a leve recuperação observada em junho. Nos bens com sobretaxas elevadas, a retração mensal chegou a 25,7%.

Aço e alumínio escapam da queda

Na contramão, produtos enquadrados na Seção 232, como aço e alumínio, avançaram 21,5% no acumulado do ano. Ainda assim, quatro dos dez principais itens exportados – petróleo bruto, semimanufaturados de ferro ou aço, ferro-gusa e celulose – caíram nas vendas para os EUA, mesmo registrando aumento em outros mercados.

Déficit comercial amplia 122%

As importações brasileiras de bens norte-americanos somaram US$ 23,2 bilhões, retração de 10,4% ante 2025. Com o desempenho desigual, o Brasil acumulou déficit de US$ 2,3 bilhões nos sete primeiros meses, alta de 122,3% ano a ano. Apenas em julho, as compras cresceram 0,6%, gerando saldo negativo de US$ 639 milhões.

A análise considera a estrutura tarifária após as medidas da Seção 301, relacionadas a práticas comerciais e trabalho forçado, além das sobretaxas da Seção 232. Antes das mudanças, algumas categorias chegaram a enfrentar tarifas extras de até 50%. Mais detalhes sobre a metodologia podem ser consultados no site da Amcham Brasil.

Mesmo em queda, os Estados Unidos seguem como o segundo principal destino das exportações brasileiras, atrás apenas da China. No período, o total vendido pelo Brasil ao mundo cresceu 10,5%, evidenciando que o resultado negativo se concentrou no mercado norte-americano.

Quer saber como essas oscilações afetam o bolso do consumidor e das empresas? Confira nossas análises em Finanças e continue acompanhando nossas atualizações diárias.

Crédito da imagem: Joao Oliveira/Zoonar/picture alliance

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