sábado, outubro 10, 2026
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Golpe de emprego: falsa vaga de home office rouba R$ 1,2 mil

Golpe de emprego: falsa vaga de home office rouba R$ 1,2 mil

Golpe de emprego tem feito vítimas em todo o país e, desta vez, levou R$ 1,2 mil da profissional de RH Ester Nunes, 26 anos, após a promessa de trabalho remoto com “lucros rápidos”. O contato dos criminosos ocorreu por WhatsApp e incluiu tarefas simples, como avaliar empresas no Google, pagas com pequenas quantias para gerar confiança.

Exigência de depósitos pelo PIX acelera a perda

Depois dos primeiros pagamentos, os golpistas passaram a exigir transferências via PIX para “desbloquear ganhos maiores”. Ester enviou inicialmente R$ 300; em seguida, precisou completar R$ 900 para liberar o suposto saldo. A etapa final solicitava mais R$ 2,6 mil. Ao se recusar, ela foi informada de que perderia tudo o que já havia depositado.

Estratégia conhecida como “golpe das tarefas”

Especialistas da ESET explicam que esse modelo, apelidado de “golpe das tarefas”, começa com recompensas simbólicas que reforçam a sensação de legitimidade. Na fase seguinte, a vítima é migrada para grupos no Telegram, onde recebe instruções para novos depósitos sob a justificativa de ganhos exponenciais — que nunca chegam.

Fraudes de emprego crescem 56 %

Dados da plataforma SOS Golpe revelam aumento de 56 % nas denúncias ligadas a falsas vagas entre março e abril. O segmento já representa 17,9 % das fraudes registradas, atrás apenas de lojas virtuais desconhecidas.

Principais sinais de alerta

• Você não se candidatou.
• Contato inicial por WhatsApp ou Telegram.
• Promessa de dinheiro fácil e salário acima da média.
• Solicitação de PIX ou taxas logo no início.
• Pedido precoce de documentos pessoais.

Como se proteger e tentar reaver o dinheiro

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) recomenda confirmar vagas nos canais oficiais das empresas e jamais pagar para participar de processos seletivos. Se o prejuízo já ocorreu, o Banco Central oferece o Mecanismo Especial de Devolução (MED), que pode bloquear valores na conta do golpista até 80 dias após a transação.

Ester acionou o MED, anexando comprovantes de PIX e conversas com os criminosos, mas ainda aguarda resposta. Segundo o BC, o bloqueio depende de haver saldo na conta do recebedor; caso contrário, a vítima deve buscar suporte no Procon ou na Justiça.

Para evitar novos golpes, os especialistas reforçam: pesquise a empresa, não clique em links suspeitos, mantenha antivírus atualizado e só envie documentos após receber proposta formal.

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Crédito da imagem: Reprodução/TV Globo

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