quarta-feira, novembro 4, 2026
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Doença de Newcastle: SC tem 4º foco em menos de um mês

Doença de Newcastle: SC tem 4º foco em menos de um mês

Doença de Newcastle voltou a ser confirmada em Santa Catarina: o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) notificou, na terça-feira (3), o quarto foco da enfermidade no estado. O novo caso foi detectado em uma propriedade avícola de Nova Erechim, no Oeste catarinense, dentro da área de restrição sanitária criada após as primeiras ocorrências.

Vigilância intensificada

De acordo com o Mapa, a identificação ocorreu durante ações de monitoramento já previstas nos protocolos de emergência zoossanitária. Equipes federais e estaduais mantêm investigação epidemiológica, colhem amostras e aplicam medidas de contenção para evitar a propagação do vírus.

Impactos na cadeia avícola

Desde 18 de outubro, a presença da Newcastle disease impõe barreiras temporárias às exportações brasileiras de carne de frango e ovos, um dos principais setores do agronegócio nacional. A continuidade dos registros em Santa Catarina, maior exportador de aves do país, mantém em alerta produtores e autoridades.

Protocolos em andamento

Os três focos anteriores foram confirmados em Nova Itaberaba, Coronel Freitas e no próprio município de Nova Erechim. Todas as granjas afetadas passaram por despovoamento e encontram-se em vazio sanitário obrigatório. O Serviço Veterinário Oficial segue o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e aplica vigilância ativa em um raio definido, com controle de trânsito e desinfecção de veículos.

Riscos para humanos e aves

A doença de Newcastle é viral e pode ser fatal para aves domésticas e silvestres. Em humanos, os sintomas se limitam, geralmente, a uma conjuntivite leve e temporária, adquirida por contato direto com animais infectados; não há risco pelo consumo de produtos avícolas.

O Mapa reiterou que trabalha em conjunto com a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) para proteger a sanidade do plantel catarinense e restabelecer a confiança dos mercados internacionais.

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Crédito da imagem: Kelly Magri/Cidasc

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