Ueno Bank colapsa e compromete US$ 850 mi públicos
Ueno Bank, maior banco digital do Paraguai em número de clientes, entrou em colapso e deixou cerca de 3 milhões de pessoas sem acesso a contas, aplicativos e cartões. A instituição administrava quase US$ 850 milhões em verbas públicas, incluindo recursos da Previdência e do Ministério da Saúde, colocando em risco o pagamento de aposentadorias e benefícios médicos.
Intervenção e prisões
Após constatar que o índice de solvência do banco havia caído para menos da metade do mínimo exigido por lei, o Banco Central do Paraguai decretou intervenção imediata. O presidente do Banco Central renunciou, e oito diretores do Ueno Bank foram presos, suspeitos de má gestão financeira.
Pressão política sobre Peña
O colapso respingou no presidente Santiago Peña, que até 2022 era sócio do grupo controlador do banco. Protestos tomaram as ruas de Assunção; manifestantes exigem a devolução do dinheiro retido e o impeachment do chefe de Estado. Em meio às manifestações, forças de segurança reprimiram atos na capital, agravando a crise institucional.
Clientes brasileiros afetados
Muitos brasileiros que vivem no Paraguai dependiam dos serviços digitais do Ueno Bank para receber salários e pagar contas. Com o bloqueio dos sistemas, famílias relatam dificuldade para honrar compromissos financeiros cotidianos.
Reação do Congresso e do esporte
Diante da repercussão, o presidente da Câmara convocou sessão extraordinária para discutir medidas de proteção aos correntistas. A crise também atingiu o futebol: patrocinadora oficial da seleção paraguaia, a instituição recebeu manifestações públicas de solidariedade de jogadores, alguns deles correntistas do banco.

Imagem: Internet
Segundo levantamento da agência Reuters, o caso é o maior abalo ao sistema financeiro paraguaio em décadas e pode desencadear reformas regulatórias.
Para entender como turbulências financeiras afetam investimentos pessoais, confira também nosso conteúdo em Finanças e acompanhe futuras atualizações sobre o tema.
Crédito da imagem: Reuters

