sexta-feira, outubro 30, 2026
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Petrobras encontra petróleo pela 3ª vez na Foz do Amazonas

Petrobras encontra petróleo pela 3ª vez na Foz do Amazonas

Petrobras encontra petróleo novamente no poço Morpho, situado no bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas, litoral do Amapá. Esta terceira descoberta ocorreu a 2.886 metros de profundidade e foi confirmada pela companhia nesta quinta-feira (30), apenas semanas após os dois anúncios anteriores, feitos em agosto e no início de outubro.

Potencial da Margem Equatorial anima estatal

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que as três ocorrências elevam o otimismo sobre a Margem Equatorial, área próxima à linha do Equador que pode se tornar um novo polo produtor de óleo e gás no país. “Essa é a marca do nosso trabalho: dedicação e foco em resultados”, declarou, ao citar também o desempenho operacional do terceiro trimestre divulgado ontem.

Etapas concluídas e próximos destinos

Segundo a estatal, a fase de perfuração do poço já terminou. Técnicos coletaram amostras de rochas para avaliar a qualidade do reservatório e agora executam o procedimento de abandono, que sela o poço após a conclusão dos testes. Em seguida, a sonda de perfuração será deslocada para a Bacia Potiguar, no litoral do Rio Grande do Norte, onde iniciará perfurações no prospecto Mãe de Ouro.

Estratégia de reposição de reservas

A exploração do bloco FZA-M-59 integra o plano corporativo de repor reservas e sustentar o atendimento à demanda energética interna. A Petrobras busca ampliar portfólio em áreas offshore consideradas promissoras, conforme diretrizes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão regulador do setor.

Ibama mantém fiscalização após incidente

Em fevereiro, o Ibama multou a empresa em R$ 2,5 milhões pelo vazamento de 18,44 m³ de fluido de perfuração não aquoso no mesmo local. O incidente, registrado em 4 de janeiro, ocorreu na instalação Navio Sonda 42. A Petrobras suspendeu as operações, reparou as linhas auxiliares e informou que o vazamento foi contido imediatamente. O fluido era classificado como de risco médio para a saúde humana e para o ecossistema marinho.

Com a nova descoberta, a estatal reforça sua aposta na Margem Equatorial, mas continuará sob acompanhamento ambiental rigoroso enquanto expande a fronteira exploratória.

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Crédito da imagem: Divulgação/Foresea

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