Petrobras encontra petróleo pela 3ª vez na Foz do Amazonas
Petrobras encontra petróleo novamente no poço Morpho, situado no bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas, litoral do Amapá. Esta terceira descoberta ocorreu a 2.886 metros de profundidade e foi confirmada pela companhia nesta quinta-feira (30), apenas semanas após os dois anúncios anteriores, feitos em agosto e no início de outubro.
Potencial da Margem Equatorial anima estatal
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que as três ocorrências elevam o otimismo sobre a Margem Equatorial, área próxima à linha do Equador que pode se tornar um novo polo produtor de óleo e gás no país. “Essa é a marca do nosso trabalho: dedicação e foco em resultados”, declarou, ao citar também o desempenho operacional do terceiro trimestre divulgado ontem.
Etapas concluídas e próximos destinos
Segundo a estatal, a fase de perfuração do poço já terminou. Técnicos coletaram amostras de rochas para avaliar a qualidade do reservatório e agora executam o procedimento de abandono, que sela o poço após a conclusão dos testes. Em seguida, a sonda de perfuração será deslocada para a Bacia Potiguar, no litoral do Rio Grande do Norte, onde iniciará perfurações no prospecto Mãe de Ouro.
Estratégia de reposição de reservas
A exploração do bloco FZA-M-59 integra o plano corporativo de repor reservas e sustentar o atendimento à demanda energética interna. A Petrobras busca ampliar portfólio em áreas offshore consideradas promissoras, conforme diretrizes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão regulador do setor.
Ibama mantém fiscalização após incidente
Em fevereiro, o Ibama multou a empresa em R$ 2,5 milhões pelo vazamento de 18,44 m³ de fluido de perfuração não aquoso no mesmo local. O incidente, registrado em 4 de janeiro, ocorreu na instalação Navio Sonda 42. A Petrobras suspendeu as operações, reparou as linhas auxiliares e informou que o vazamento foi contido imediatamente. O fluido era classificado como de risco médio para a saúde humana e para o ecossistema marinho.

Imagem: Internet
Com a nova descoberta, a estatal reforça sua aposta na Margem Equatorial, mas continuará sob acompanhamento ambiental rigoroso enquanto expande a fronteira exploratória.
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Crédito da imagem: Divulgação/Foresea
