Indenização Apple pode subir com pedido de ajuste judicial
Indenização Apple pode ficar ainda mais cara após a Taction, empresa de tecnologia sediada em San Diego, solicitar à Justiça dos Estados Unidos a ampliação do valor fixado em setembro por um júri federal da Califórnia. O veredicto original determinou que a Apple pagasse US$ 5,7 bilhões (cerca de R$ 28,8 bilhões) por suposta violação de patente relacionada ao feedback háptico usado em iPhones e Apple Watch.
Pedido inclui vendas recentes e juros
No documento protocolado na sexta-feira, a Taction afirma que a indenização cobre apenas as vendas entre 2021 e março de 2023. A companhia requer que o tribunal some as receitas geradas nos seis meses subsequentes, além de juros calculados pela taxa legal da Califórnia, atualmente em 7 % ao ano. Segundo a empresa, o acréscimo pode representar “centenas de milhões de dólares” acima do montante já estipulado.
Apple pretende recorrer
A Apple nega qualquer irregularidade, sustenta que as patentes não foram infringidas e anunciou que vai recorrer. A fabricante do iPhone também solicitou a anulação do veredicto, argumentando que as evidências apresentadas não sustentam a condenação.
Histórico recente de disputas
O caso não é isolado. Neste mês, a Apple foi condenada a pagar US$ 184,2 milhões em juros pré-julgamento à Masimo, após veredicto que já havia fixado indenização de US$ 634 milhões por infração de patentes de monitoramento médico. A sucessão de derrotas judiciais pressiona a empresa a rever sua estratégia de licenciamento de tecnologias, de acordo com análise da agência Reuters.
Se acolhido pelo tribunal, o novo pedido da Taction poderá elevar ainda mais a cifra bilionária que a Apple enfrenta, reforçando a relevância de disputas de propriedade intelectual no setor de dispositivos móveis.

Imagem: Internet
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Crédito da imagem: Reuters
