Querosene de aviação sobe até 12% com reajuste da Petrobras
Querosene de aviação vendido pela Petrobras às distribuidoras ficou mais caro a partir desta quinta-feira (1º). De acordo com a nova tabela da estatal, o litro do combustível subiu 11,6% na base de Guarulhos (SP), 12% em Duque de Caxias (RJ) e 11,6% em Betim (MG).
Reajuste mensal mantém sequência de altas
Os contratos preveem correção no início de cada mês. Em setembro, o preço médio já havia avançado 13,9% em relação a agosto, prolongando uma tendência de elevação iniciada no primeiro semestre.
Pressão externa influencia valores
A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) lembra que o conflito entre Estados Unidos e Irã, que se arrasta há cerca de oito meses, gerou volatilidade internacional e fez o QAV acumular alta de 49% até agosto. Em maio, a cotação chegou a dobrar frente ao período anterior à guerra.
Impacto nas companhias e no bolso do passageiro
Com o novo reajuste, o combustível passou a representar 39% dos custos operacionais das empresas aéreas, ante 32% antes da escalada de preços. O repasse já aparece nas tarifas. Segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) divulgado pelo IBGE no fim de setembro, as passagens aéreas avançaram 9,82% no mês.
Perspectivas
Analistas do setor avaliam que, enquanto o cenário externo mantiver o petróleo valorizado, novos aumentos não estão descartados. As companhias, por sua vez, estudam ajustes de rotas e estratégias de hedge para mitigar o peso do QAV nos resultados.

Imagem: Internet
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Crédito da imagem: Fernando Frazão/Agência Brasil
