Greve da Caixa: impasse mantém paralisação e serviços
Greve da Caixa entra no 15º dia nesta quinta-feira (24) após audiência de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho terminar sem consenso entre o banco e os empregados. A reunião, solicitada pelo Ministério Público do Trabalho, esbarrou novamente na discussão sobre o Saúde Caixa, plano de saúde considerado ponto central pelos representantes dos servidores.
Negociação travada no TST
Durante o encontro no TST, dirigentes sindicais e executivos da Caixa não avançaram em relação ao custeio do benefício médico. Sem proposta capaz de agradar às duas partes, o tribunal encerrou a mediação sem prazo para retomada das conversas.
Pagamentos e contas continuam devidos
O Procon-SP lembra que a greve não suspende a obrigação de quitar boletos até o vencimento. A recomendação é utilizar aplicativos, internet banking, casas lotéricas ou redes de supermercados para evitar juros e multa.
Para quem não conseguir concluir a transação, o advogado Fernando Canutto observa que, segundo o Banco Central, agências que mantêm atendimento presencial não podem dificultar o acesso a serviços essenciais. Caso o cliente comprove tentativa de pagamento frustrada por causa da paralisação, é possível contestar encargos.
Saques, depósitos e uso de caixas eletrônicos
Depósitos e retiradas seguem disponíveis nos terminais de autoatendimento. O Procon reforça que o correntista deve evitar ajuda de terceiros para preservar senha e cartão.
Bolsa Família mantém calendário
A Caixa Econômica Federal garantiu que o repasse do Bolsa Família não será afetado. Os valores são creditados em conta e podem ser movimentados pelos aplicativos Caixa TEM e App Caixa, além do cartão de débito. Beneficiários podem realizar PIX, pagar contas ou sacar o dinheiro nos canais habituais.

Imagem: Internet
Como a paralisação começou
A greve nacional teve início em 10 de setembro, após mais de 90% das bases sindicais rejeitarem a proposta de renovação do Acordo Coletivo. Enquanto bancários de outras instituições já firmaram convenção com a Fenaban, os empregados da Caixa decidiram manter a paralisação por tempo indeterminado.
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Crédito da imagem: Arquivo pessoal
