Estimativa do PIB: BC corta projeção para 1,8%
Estimativa do PIB: BC corta projeção para 1,8%
Estimativa do PIB divulgada pelo Banco Central (BC) nesta quinta-feira (24) passou de 2% para 1,8% em 2024, sinalizando ritmo menor de expansão econômica ainda neste ano. O dado integra o Relatório de Política Monetária do terceiro trimestre, que reúne os primeiros indicadores de atividade dos últimos meses e aponta sinais de arrefecimento acima do previsto.
Motivos para a revisão
Segundo o BC, a revisão reflete a “atividade mais fraca no terceiro trimestre” e uma “composição menos favorável no segundo trimestre”. Embora o resultado agregado do Produto Interno Bruto tenha superado levemente as expectativas, o avanço ficou concentrado em segmentos menos sensíveis ao ciclo econômico, como agropecuária e indústria extrativa. Em sentido oposto, setores mais cíclicos — especialmente serviços e consumo das famílias — perderam fôlego.
Projeções para 2027 indicam nova desaceleração
Para 2027, primeiro ano do próximo mandato presidencial, a autoridade monetária projeta alta de 1,4% no PIB. O cálculo considera manutenção da política monetária em terreno contracionista, ociosidade reduzida dos fatores de produção, cenário externo incerto e menor impulso fiscal e creditício. O BC também prevê contribuição mais limitada da agropecuária e da extração mineral.
Cenário de juros elevados
Apesar de cinco cortes consecutivos, a taxa Selic permanece em 13,75% ao ano, um dos patamares reais mais altos do mundo. O objetivo é conter a inflação e conduzi-la às metas definidas pelo Conselho Monetário Nacional. Mesmo com o aperto, o governo tem lançado linhas de crédito subsidiadas para caminhoneiros, taxistas, microempreendedores e renegociação de dívidas, movimento que ajuda a sustentar a atividade, mas não alterou a avaliação de curto prazo do BC.
Comparação histórica
De acordo com números do IBGE, o PIB avançou 2,3% em 2025, contraste com a expectativa atual de 1,8% para 2024. A desaceleração reforça o alerta da autoridade monetária sobre a necessidade de políticas que estimulem a produtividade sem gerar pressões inflacionárias adicionais. Mais detalhes estão disponíveis no site do Banco Central.

Imagem: Internet
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Crédito da imagem: G1
