Trégua comercial EUA e China é prorrogada até janeiro
Trégua comercial entre Estados Unidos e China foi estendida por mais dois meses, mantendo o pacto em vigor até 10 de janeiro, informou o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, nesta quarta-feira (23).
Em entrevista à Fox News, Bessent detalhou que a prorrogação, acordada originalmente em Busan, fornece “tempo adicional” para que Washington e Pequim negociem um entendimento mais amplo. A declaração ocorreu poucas horas após a segunda reunião, em quatro dias, com o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, em Washington.
Cúpula Trump–Xi marcada para quinta-feira
Os encontros preparatórios antecedem a cúpula entre o presidente norte-americano, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, agendada para esta quinta-feira (24). Xi chegou aos Estados Unidos na tarde de quarta, e os dois líderes devem discutir a eliminação de tarifas sobre US$ 30 bilhões em produtos considerados não essenciais, além de temas como serviços financeiros e compras agrícolas.
Bessent afirmou que, embora Pequim esteja cumprindo a compra de 25 milhões de toneladas de soja, ainda permanece abaixo da meta de US$ 17 bilhões em outros produtos agrícolas. Também há atrasos na entrega de terras raras, insumos estratégicos para a indústria de tecnologia, segundo autoridades norte-americanas.
Negociações ampliadas e linha direta sobre IA
Durante as mais de 12 horas de conversas realizadas no domingo em Nova York, representantes dos dois países discutiram a possibilidade de um acordo que vá além das medidas emergenciais atuais. Entre as ideias, está a criação de uma linha direta para reportar incidentes de segurança relacionados à inteligência artificial — proposta cuja resposta chinesa ainda não foi detalhada.
Analistas ouvidos pela Reuters veem ceticismo quanto a uma cooperação profunda em IA, citando falta de confiança mútua e competição tecnológica acirrada.

Imagem: Internet
Tarifas e perspectivas
A trégua firmada em Busan, que reduziu tarifas bilaterais que haviam superado três dígitos, permanece como base das conversas. Bessent ressaltou que Washington está “confortável” tanto em manter o acordo atual quanto em avançar para um pacto mais ambicioso, desde que “proteja trabalhadores, agricultores e empresas americanas”.
Questionado sobre a possibilidade de selar um compromisso definitivo até 10 de janeiro, o secretário disse que “ainda não está claro”, mas enfatizou que a prorrogação fornece margem para alinhavar pontos pendentes e monitorar o cumprimento das metas já fixadas.
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Crédito da imagem: Evelyn Hockstein/Reuters
