Dólar em alta antes de ata do Copom e fala de Lula
Dólar em alta marca o início dos negócios desta terça-feira (data de hoje), com avanço de 0,22% às 9h10, cotado a R$ 5,1195. Enquanto o Ibovespa abre às 10h, investidores direcionam as atenções para a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e para o discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Assembleia-Geral da ONU.
Ata do Copom no centro do radar
No documento, o Banco Central reconhece a desaceleração da atividade, do crédito e da inflação, mas volta a sinalizar riscos fiscais e incertezas externas. Segundo o mais recente Boletim Focus, a projeção do mercado é de que a Selic termine 2026 em 13,5% ao ano, dado que reforça a cautela nos preços dos ativos.
Discurso de Lula e tensão comercial
O pronunciamento de Lula ocorre em meio a negociações sensíveis com os Estados Unidos sobre tarifas aplicadas a produtos brasileiros. Na véspera, o presidente afirmou que não aplicará a Lei da Reciprocidade enquanto as tratativas estiverem em curso, comentário que mantém a questão no foco de analistas.
Petróleo em queda contribui para cenário
O recuo dos contratos de Brent (-1,95%, a US$ 98,38) e WTI (-2,59%, a US$ 93,30) adiciona pressão sobre papéis do setor de energia. A redução dos preços vem após a China pedir ao Irã que limite ataques houthis contra infraestrutura saudita, gesto que aliviou temores de oferta.
Indicadores acumulados
Dólar: semana ‑0,70%; mês ‑1,38%; ano ‑6,93%.
Ibovespa: semana +0,74%; mês +5,17%; ano +15,81%.
Cenário externo ainda volátil
Além da ata do Copom, agentes aguardam a cúpula de quinta-feira entre Donald Trump e Xi Jinping. A expectativa é de extensão da trégua comercial e possíveis discussões sobre inteligência artificial, conforme destaca matéria da Reuters.

Imagem: Internet
Com múltiplos vetores — de política monetária doméstica a tensões geopolíticas —, o rumo do câmbio dependerá da leitura que o mercado fizer das novas pistas do Banco Central e do tom adotado por Lula na ONU.
Para acompanhar outros desdobramentos sobre economia doméstica, visite nossa seção de Finanças e continue informado.
Crédito da imagem: Murad Sezer/Reuters
