sexta-feira, outubro 9, 2026
HomeFinançasBanco Central mantém postura firme para conter inflação

Banco Central mantém postura firme para conter inflação

Banco Central mantém postura firme para conter inflação

Banco Central reiterou que seguirá adotando “perseverança, firmeza e serenidade” na condução da política monetária, mesmo após reduzir a taxa Selic de 14% para 13,75% ao ano na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) da semana passada. A ata divulgada nesta terça-feira (22) afirma que a autoridade busca a “reancoragem das expectativas” de inflação às metas futuras, mantendo um grau de restrição considerado adequado.

Corte da Selic e próximos passos indefinidos

Apesar do quinto corte consecutivo, o Copom evitou sinalizar novas reduções. O colegiado justificou a cautela pelo cenário de incerteza historicamente elevada e por riscos inflacionários assimétricos. Parte do mercado passou a projetar um possível novo ajuste ainda neste ano, com a Selic podendo encerrar 2026 em 13,50% ao ano, mas o Banco Central preferiu “deixar a porta aberta” para decisões futuras.

Transmissão dos juros e demanda aquecida

Na avaliação do Copom, “evidências de transmissão” dos juros altos sobre a atividade econômica vêm se acumulando gradualmente. Mesmo assim, o colegiado destaca que a inflação segue pressionada pela demanda, exigindo a continuidade de uma política monetária restritiva para garantir a convergência aos objetivos do sistema de metas, atualmente fixados em 3% com intervalo de 1,5 a 4,5%.

Choques de oferta e monitoramento constante

O documento lembra que choques de oferta, como a recente alta do petróleo decorrente de conflitos no Oriente Médio, têm influenciado tanto a inflação corrente quanto as projeções. O Copom afirma que não reagirá a efeitos primários desses choques, mas acompanhará possíveis impactos secundários e atuará “com firmeza” se necessário. Informações adicionais sobre a política monetária podem ser consultadas no site oficial do Banco Central.

Política fiscal e riscos à dívida pública

O Banco Central voltou a enfatizar a importância de uma política fiscal crível e anticíclica. Segundo a ata, o aumento de gastos ou o enfraquecimento de reformas estruturais tende a elevar o prêmio de risco, pressionando a taxa neutra de juros e encarecendo o processo de desinflação.

Ambiente externo e mercado de trabalho

O Copom observou que a indefinição sobre conflitos geopolíticos e a política monetária de economias avançadas mantém o ambiente externo volátil. No plano doméstico, indicativos de moderação na atividade coexistem com um mercado de trabalho ainda aquecido, o que exige “cautela adicional” na calibração dos juros.

Quer entender como as decisões do Copom afetam seu bolso? Acesse nossa editoria de Finanças e acompanhe análises exclusivas. Continue conosco!

Crédito da imagem: Arte/G1

Veja oportunidades relacionadas: Confira agora
RELATED ARTICLES

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Popular