sexta-feira, setembro 18, 2026
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Fim do home office freia mudança para o interior

Fim do home office freia mudança para o interior

Fim do home office mudou novamente o mapa imobiliário paulista: enquanto a capital bateu recorde histórico de 90.402 escrituras em 2025, cidades do interior que haviam brilhado durante o auge do trabalho remoto registraram forte retração nas transações, segundo levantamento do Colégio Notarial do Brasil – Seção São Paulo (CNB/SP).

Capital em alta; interior perde força

O estudo mostra que o volume de escrituras na capital subiu 49,6% em comparação a 2020, evidenciando a volta da procura por residências próximas aos grandes centros de emprego. Já municípios associados a condomínios fechados sofreram quedas expressivas entre 2021 e 2025: Itupeva (-57%), Cotia (-41%), Indaiatuba (-36%), Atibaia (-31%) e Peruíbe (-30%).

Modelo híbrido recoloca distância na equação

Com empresas exigindo mais dias presenciais, o deslocamento voltou a pesar. Pesquisa da Robert Half, citada no relatório, revela que profissionais de engenharia trabalham em média 4,8 dias no escritório, enquanto o setor de serviços soma 3,3. Outro levantamento da WeWork indica que 63% dos empregados já atuam de forma presencial e 65% apontam o trajeto como principal desvantagem.

Novas preferências e efeito reverso

Durante o isolamento de 2020, vender o apartamento na capital e comprar uma casa maior em cidades tranquilas parecia definitivo. Contudo, com a redução das vagas 100% remotas — tendência confirmada pela plataforma Gupy — famílias voltaram a conviver com pedágios, aumento de gastos e menos tempo livre, fatores que impactam diretamente a decisão de moradia.

Nem todo interior recuou

O CNB/SP observa exceções: Taboão da Serra liderou a alta proporcional no período, com expansão de 73% nas escrituras, seguida de Bauru (42%), Barueri (26%), Paulínia (19%) e Limeira (14%). Para o vice-presidente do órgão, Andrey Guimarães Duarte, os números indicam uma nova fase do mercado, diferente tanto do auge do home office quanto do padrão pré-pandemia.

Especialistas reforçam que empresas continuam associando a presença física a ganhos de cultura corporativa e produtividade. Estudo da Robert Half aponta que 68% dos executivos veem fortalecimento da cultura como principal razão para convocar funcionários de volta ao escritório.

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Crédito da imagem: G1

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