Juro real brasileiro segue o maior do mundo após corte
Juro real brasileiro continua na primeira posição mundial, mesmo depois de o Comitê de Política Monetária (Copom) reduzir a Selic em 0,25 ponto, para 13,75% ao ano. Cálculo do MoneYou que subtrai a inflação esperada dos próximos 12 meses da taxa nominal apontou juro real de 8,45% no Brasil.
Ranking global: Rússia e Colômbia completam o pódio
A Rússia manteve a segunda colocação, com 6,79% de juros reais, e a Colômbia permaneceu em terceiro, registrando 6,33%. A pesquisa comparou 40 economias. Entre as 164 nações analisadas, 72,56% mantiveram suas taxas básicas, 21,34% elevaram e apenas 6,10% cortaram juros.
Impacto da inflação projetada
Segundo o relatório, a elevação das expectativas de inflação — intensificada pelas incertezas no Oriente Médio e pelo avanço do petróleo — reduziu o juro real em diversos países. Ainda assim, o Brasil seguiu isolado na liderança, reforçando o debate sobre o custo do crédito e o crescimento econômico.
Taxas nominais: Turquia lidera, Brasil cai para 4º lugar
No recorte nominal, que desconsidera a inflação projetada, a Turquia encabeça a lista, com juros de 37% ao ano, seguida por Argentina (29%) e Rússia (14%). Com a Selic em 13,75%, o Brasil agora ocupa a quarta posição, à frente de Colômbia (12%) e África do Sul (7%).
Selic em trajetória de cortes
O Copom realizou o quinto corte consecutivo da Selic, apesar da possível pressão inflacionária advinda do encarecimento dos combustíveis. Mesmo com esse risco, a inflação oficial brasileira ficou em 4,22% nos 12 meses até agosto, dentro da margem de tolerância da meta do Banco Central.
Cenário regional: Argentina oscila no ranking
Alvo de forte choque econômico sob o governo Javier Milei, a Argentina aparece na sétima posição em juros reais (2,69%). O país ainda lida com inflação elevada e volátil, o que explica sua constante mudança de posição no levantamento.

Imagem: Internet
Em síntese, a combinação de Selic elevada e inflação relativamente controlada mantém o juro real brasileiro no topo mundial, fator que influencia desde o custo do crédito até a atratividade dos investimentos.
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Crédito da imagem: Raphael Ribeiro/BCB
