sábado, outubro 10, 2026
HomeFinançasBanco Master: PF aponta fraude de R$ 50 bi e mensagens com...

Banco Master: PF aponta fraude de R$ 50 bi e mensagens com Moraes

Banco Master: PF aponta fraude de R$ 50 bi e mensagens com Moraes

Banco Master é novamente alvo de atenção após virem a público trocas de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes, do STF, e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, investigado por um esquema que, segundo a Polícia Federal, simulou ativos para captar bilhões em investimentos.

Esquema de ativos inflados

Investigações da PF indicam que o coração da fraude consistia em inflar artificialmente o valor do banco, criando contratos, extratos e procurações falsos. Títulos adquiridos por R$ 850 mil chegaram a ser registrados como se valessem mais de R$ 10 bilhões. Além disso, o conglomerado teria emitido R$ 50 bilhões em CDBs com juros acima do mercado, sem demonstrar liquidez para honrar os papéis. A conduta se enquadra nos crimes de gestão fraudulenta (Lei 7.492/86) e estelionato (art. 171 do Código Penal), cujas penas podem chegar a 12 anos de prisão.

Liquidação e prisões

O Banco Central decretou liquidação extrajudicial do grupo em 18 de novembro, apontando risco de insolvência. Na véspera, Vorcaro foi preso no Aeroporto de Guarulhos quando tentava viajar para Dubai. Solto posteriormente, voltou à prisão preventiva em 4 de março de 2026 por decisão do ministro André Mendonça, após a análise de celulares revelar risco de destruição de provas.

Mensagens com Alexandre de Moraes

Relatório da PF encaminhado ao STF mostra diálogos de novembro de 2025 em que Vorcaro pergunta a Moraes se “segunda” já deveria “estar fora”, sinalizando conhecimento prévio de operação que o teria como alvo. Em outra mensagem, ele sugere encontro às 14h e afirma estar “perplexo” com a possibilidade de prisão. O conteúdo está agora sob análise da Procuradoria-Geral da República.

Delação premiada rejeitada

A defesa de Vorcaro tentou acordo de colaboração que previa devolver até R$ 60 bilhões, mas a PF recusou duas versões por falta de informações inéditas, contradições e dúvidas sobre a capacidade de apresentar documentos comprobatórios.

Próximos passos da investigação

Além da suposta fraude financeira, a PF apura lavagem de dinheiro, pagamento de propina a ex-funcionários do Banco Central, vazamento de dados sigilosos e ataques cibernéticos contra órgãos públicos. O Banco Central do Brasil também reforça que certificou falhas graves na emissão de CDBs.

O caso segue em curso no Supremo, e novos desdobramentos são esperados nos próximos meses.

Quer entender mais sobre escândalos financeiros e como proteger seus investimentos? Visite nossa editoria de Finanças e acompanhe as atualizações.

Crédito da imagem: Reprodução/Rosinei Coutinho/STF

Veja oportunidades relacionadas: Confira agora
RELATED ARTICLES

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Popular