Canadá impõe tarifas de até 50% a produtos dos EUA
Canadá tarifas de retaliação entrarão em vigor em 8 de setembro e alcançarão cerca de 700 produtos norte-americanos, num pacote estimado em C$ 27,6 bilhões (US$ 19,94 bilhões ou R$ 102,8 bilhões). As alíquotas serão escalonadas em 15%, 25% e 50%, afetando setores como aço, alumínio, móveis, vestuário, eletrônicos e alimentos.
Escalonamento de alíquotas e setores atingidos
De acordo com o Ministério das Finanças canadense, itens como queijo, eletrodomésticos e determinados frutos do mar pagarão 25%. Já ferramentas e dispositivos eletrônicos serão taxados em 15%, enquanto aço, alumínio, móveis e roupas enfrentarão a tarifa máxima de 50%.
Resposta direta às medidas de Trump
O anúncio canadense ocorre um dia após o governo Donald Trump confirmar tarifas de 50% sobre US$ 20 bilhões em mercadorias provenientes do Canadá, incluindo carros, caminhões, autopeças e aço, com início previsto para 1º de janeiro de 2027. Segundo Ottawa, o objetivo é “dólar por dólar” compensar o impacto das barreiras norte-americanas, mas minimizando o peso sobre consumidores e empresas locais.
Pacote de apoio a trabalhadores e empresas
Além das tarifas, o governo liberou C$ 7,5 bilhões (R$ 27,9 bilhões) para socorrer pequenas e médias empresas, garantir fluxo de caixa e oferecer auxílio a empregados prejudicados pela disputa comercial. “Esse conjunto protegerá trabalhadores, agricultores, famílias e companhias canadenses”, destacou o ministro das Finanças, François-Philippe Champagne.
Cronologia da guerra comercial
A tensão começou no início de 2025, quando Trump aplicou tarifas de 25% sobre a maior parte das importações canadenses e 10% sobre produtos de energia. Ottawa reagiu em março com tarifa de 25% sobre C$ 30 bilhões em bens dos EUA, ampliando a lista meses depois. Em 2026, Washington subiu a taxação de aço e alumínio para 50% e, agora, expande a barreira para automóveis. A nova rodada canadense mantém o embate aceso e indica que negociações continuam estagnadas.

Imagem: Internet
Segundo a agência Reuters, autoridades canadenses garantem que o desenho das tarifas prioriza pressões econômicas sobre Washington, sem repassar custos excessivos aos consumidores domésticos.
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Crédito da imagem: REUTERS/Evelyn Hockstein/Foto de arquivo
