sábado, outubro 10, 2026
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Ar-condicionado no Reino Unido: por que só 3% têm

Ar-condicionado no Reino Unido: por que só 3% têm

Ar-condicionado no Reino Unido: por que só 3% têm

Ar-condicionado no Reino Unido ainda é raridade: apenas 3 % das residências contam com o sistema, segundo levantamento citado pelo G1. Enquanto 88 % dos lares norte-americanos têm climatização mecânica, os britânicos enfrentam barreiras econômicas e estruturais para aderir à tecnologia.

Custos de instalação e operação elevados

Para climatizar uma casa já construída, o morador desembolsa, em média, 6 mil libras esterlinas (cerca de R$ 44 mil). O valor inclui a instalação de tubulações entre a unidade externa (condensadora) e o evaporador interno, exigindo que paredes sejam abertas e, muitas vezes, reformadas depois. Além do investimento inicial, a conta de eletricidade pesa: a tarifa britânica é o dobro da norte-americana, fazendo o gasto anual variar de algumas centenas a milhares de libras, dependendo do tamanho do imóvel.

Regras, ruído e estética

O posicionamento da condensadora precisa seguir normas locais. Se o equipamento gerar ruído em excesso ou alterar a fachada, pode ser exigido um alvará de planejamento — especialmente em apartamentos. Edificações históricas, comuns no país, somam complicações: paredes grossas de pedra retardam o resfriamento, tetos altos aumentam o volume de ar a climatizar e qualquer perfuração demanda autorização de preservação.

Efeito “ilha de calor” e impacto ambiental

Mesmo usando refrigerantes modernos que não atacam a camada de ozônio, o sistema despeja calor nas ruas e intensifica o aquecimento urbano. O nível de emissões de carbono ainda depende da matriz elétrica local; em países com pouca geração renovável, como Polônia e Chipre, o ar-condicionado representa maior pegada de carbono.

Opções portáteis e alternativas passivas

Aparelhos portáteis exigem dutos pela janela, são menos eficientes e costumam resfriar apenas cômodos pequenos. Já soluções passivas — toldos, persianas externas e sombreamento de janelas — têm custo menor, reduzem a temperatura interna e não geram calor residual. Bombas de calor reversíveis, cada vez mais instaladas em novas construções, podem ganhar função de refrigeração no futuro próximo.

Com ondas de calor mais frequentes, famílias britânicas ponderam entre investir em climatização mecânica ou adotar medidas de baixo custo para manter o conforto térmico sem agravar o aquecimento global.

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Crédito da imagem: Jon Super/AP

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