Alliança Saúde protocola recuperação extrajudicial de R$1,1 bi
Alliança Saúde protocola recuperação extrajudicial de R$1,1 bi
Alliança Saúde protocolou na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo um pedido de homologação de plano de recuperação extrajudicial que abrange cerca de R$ 1,1 bilhão em débitos. A medida integra o processo de reestruturação financeira iniciado após a recente mudança de controle da companhia.
Maioria dos credores já aderiu
De acordo com a empresa, 83 credores — entre bancos, fornecedores, prestadores de serviços e locadores de imóveis ou equipamentos — assinaram o acordo, representando 54% do passivo envolvido. Esse índice atende ao quórum mínimo estabelecido na Lei de Recuperação Judicial, requisito para que a Justiça valide a negociação.
Alternativas de pagamento
O plano oferece três caminhos:
- Troca da dívida por ações da Alliança, transformando o credor em acionista. Dos que já aderiram, 92% dos valores serão convertidos em participação.
- Pagamento de 30% do débito em 11 parcelas anuais, após carência de um ano, com perdão dos 70% restantes.
- Liquidação única de até R$ 15 mil, em até 180 dias após a homologação, para pequenos credores.
Há condições diferenciadas para fornecedores estratégicos e proprietários de imóveis, preservando relações comerciais vitais.
Impacto esperado
Com a conversão de dívidas em ações e o alongamento dos prazos, a Alliança projeta redução significativa do endividamento e reforço de caixa. A empresa enfatiza que o escopo da recuperação é exclusivamente financeiro e não altera obrigações com pacientes, colaboradores ou operadoras de saúde.
Setor enfrenta ajustes
O movimento da Alliança segue tendência vista em outras companhias de saúde. No mês passado, a Oncoclínicas pediu recuperação extrajudicial para reestruturar R$ 5,1 bilhões, sinalizando pressão por juros altos e margens comprimidas em todo o segmento.

Imagem: Internet
O pedido foi aprovado por unanimidade pelo conselho de administração da Alliança e ainda passará por assembleia de acionistas. Enquanto aguarda a decisão judicial, a companhia prossegue em diálogo com os credores remanescentes.
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Crédito da imagem: G1
